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Release | por Zélia Duncan

Publicado por crikka em 19 Dez 2007 | sob: Releases

Talvez, numa leitura mais precipitada, pareça mais fácil regravar Rita Lee, nossa mais importante compositora pop, do que lidar com um repertório todo inédito. Mas justamente por isso, acaba sendo também um desafio muito interessante, no qual a cantora e compositora Crikka Amorim mergulhou com bastante coragem neste álbum intitulado Pirataria.

Bem Me Quer abre os trabalhos com levada blues, apostando na sensualidade da letra. Crikka se dá bem nessa praia, deita e rola no delicioso paradoxo sugerido na canção.

As épocas se misturam, vamos de Mamãe Natureza, grito de independência de uma Rita recém saída dos Mutantes, O Futuro Me Absolve (Babilônia), uma daquelas que nos dão vontade de ouvir em qualquer tempo de nossa vida e ainda Esse Tal de Roque Enrow, do clássico álbum Tutti Frutti, com direito a solo inspirado de Walter Villaça, bem como o acordeon de Marcelo Caldi em Menino Bonito, fundamental no interessante clima de realejo abolerado proposto no arranjo.

Aliás, Crikka Amorim, intérprete experiente, sabe muito bem que é sempre bom andar nas companias certas e convocou músicos com características fortes como Élcio Cáfaro (Bateria), Marcelo Mariano (baixo), Jadna Zimmerman (percussão) e Cléo Boechat (teclado).

André Agra faz as guitarras e assina a produção musical, uma produção que oferece a delicadeza e a força necessárias para receber um repertório que já anda tanto na nossa memória emotiva.

Antes de mais nada, Crikka Amorim faz uma homenagem caprichadíssima à rainha pop brasileira, a pimentinha Rita Lee. Ela merece e nós também!

Zélia Duncan

PiRataria

Publicado por crikka em 07 Ago 2007 | sob: Releases

Crikka Amorim tem peito. E não é de silicone. Para encarar de frente (sem medo da colisão) o repertório de Rita Lee é preciso coragem. E o sexo frágil não foge da luta… morde a nuca para com um beijo aliviar a dor.

Tudo o que você vê sair da boca de uma grande mulher. Rita Lee fala sem papas na língua e sem culpa nenhuma. Mas a personalidade é forte, depois dela fica difícil mexer em repertório santo. Crikka driblou isso fazendo parcerias informais com Rita. Prova intimidade com um repertório que conhece há 3001 anos e audácia suficiente para colocar seu próprio molho. Comer o fruto proibido é irresistível. E olha que se deu bem… nas mãos de Crikka, Rita é reinventada bem de perto.

Lança menina, lança todo esse perfume. Outros aromas para os mesmos velhos clássicos, novas idéias para o que já está aí escrito na história do pop rock brasileiro. Ôrra meu! Ser diferente é normal… ainda mais com o espírito livre de Rita e de Crikka. O resto põe na sopa pra temperar.

Chega mais, e chega sem cerimônia. No fim, fica uma certeza: Toda mulher é meio Rita Lee.

Beto Feitosa